Eu.
Vejo uma pessoa, aparentemente segura de todos seus atos, mais ao olhar um pouco além do que os olhos podem enxergar percebo que é totalmente insegura, alguém frágil que transparece ser forte, tentando decifrar essa pessoa descubro que é alguém cheia de sonhos. Sonhos que um dia acredita alcançar pois é cheia de esperança, esperanças que muitas vezes há faz acreditar em coisas não tão possíveis, mais sabe que se não fossem esses sonhos e essa esperança a vida não teria graça, pois tudo cairia na tão chamada rotina. Apago a luz, assim deixando aquele reflexo diante do espelho se perder na escuridão, e antes a menina que olhara no espelho tentando se auto-compreender esta sozinha, presa novamente há seu mundo. Essa menina sou eu, e depois de algum tempo tentando me entender eu vi, que nem eu mesma sei ao certo quem sou, não sei ao certo se nesse momento fala a Letícia que vi no reflexo do espelho ou se fala outra Letícia que habita dentro de mim.